Geração anual de eletricidade
Geração anual de eletricidade por país
Comentário
Países em destaque
A China é o claro outlier na geração anual de eletricidade, com 10.579,7 TWh, mais do que o dobro dos Estados Unidos, com 4.519,79 TWh, e muito à frente de todos os outros países. A Índia ocupa o terceiro lugar, com 2.081,6 TWh, enquanto a Rússia e o Japão também ultrapassam 1.000 TWh. Na parte inferior, Lesoto registra apenas 0,001 TWh, e vários países muito pequenos da África e da Oceania se concentram abaixo de 0,1 TWh. Uma surpresa notável é a forte queda global: a média é de 168,3 TWh, muito abaixo da produção dos poucos maiores produtores.
Tendências regionais
A Ásia tem, de longe, a maior média continental, com 386,7 TWh, refletindo a presença de China, Índia, Japão e Coreia do Sul entre os líderes globais. A América do Norte vem em um distante segundo lugar, com 246 TWh, impulsionada pelos Estados Unidos e pelo Canadá. Europa e América do Sul ficam relativamente próximas em média, com 116,2 e 111,1 TWh, respectivamente, enquanto a Oceania (33,61 TWh) e, especialmente, a África (18,17 TWh) apresentam médias muito mais baixas. Os países com pior classificação concentram-se na África e na Oceania, reforçando essa diferença regional.
Fonte de dados
Os dados vêm da Ember 2024-2025 e são medidos em TWh de geração anual de eletricidade. A cobertura inclui 188 países. Uma ressalva importante é que a distribuição é altamente desigual, com um desvio-padrão muito grande de 855,7, de modo que alguns gigantes da produção influenciam fortemente as comparações globais.
Interpretação
Valores mais altos indicam maior geração total de eletricidade, o que geralmente reflete sistemas elétricos maiores e maior capacidade de abastecer residências, indústria e serviços. Valores mais baixos apontam para sistemas elétricos nacionais muito menores, embora os totais também dependam fortemente do tamanho do país e da população. No geral, os dados mostram um cenário global extremamente concentrado, no qual um punhado de países gera a maior parte da eletricidade, enquanto muitos estados menores produzem apenas quantidades mínimas. Isso torna a geração absoluta útil para comparações de escala, mas menos informativa, por si só, sobre eficiência ou acesso.